
A professora aposentada Iraci Megumi Nagoshi, atualmente com 72 anos, foi condenada a 14 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em virtude de sua presença nos eventos ocorridos em 8 de janeiro de 2023, mesmo sem comprovação de participação direta em atos de vandalismo.

Um dia após sua presença nos atos, em 9 de janeiro de 2023, Iraci foi presa preventivamente e, no mês de fevereiro de 2023, transferida para a Penitenciária Feminina de Sant’Anna (SP). Já em agosto de 2023, obteve prisão domiciliar por determinação judicial, em razão de seu estado de saúde frágil e mobilidade reduzida.
Porém, em julho de 2025, o ministro Alexandre de Moraes determinou a revogação da prisão domiciliar e o retorno ao regime fechado, sob a alegação de suposto descumprimento das regras.
De acordo com matéria publicada pelo G1 São Paulo, em 1º de agosto de 2025, o advogado de defesa de Iraci informou que, ao retornar para a Penitenciária Feminina de Sant’Anna, a professora passou a dividir uma cela pequena com mais cinco detentas, com pouco espaço físico, e chegou a dormir no chão, situação que agravou seus problemas de saúde.
A defesa argumenta que os supostos descumprimentos das condições da prisão domiciliar ocorreram devido a deslocamentos para consultas médicas..
Crimes imputados à professora Iraci Megumi Nagoshi
- Golpe de Estado
- Associação criminosa armada
- Dano qualificado
- Deterioração de patrimônio tombado
O caso da professora Iraci ocorre em um contexto de forte questionamento sobre as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito dos eventos de 8 de janeiro.
Especialistas, juristas e parlamentares apontam que as penas aplicadas aos manifestantes foram, em muitos casos, consideradas excessivas e que os processos não seguiram integralmente o rito processual previsto em lei, o que levanta suspeitas de perseguição política.

Inclusive, o ex-presidente do STF, Marco Aurélio Mello, chegou a criticar publicamente a condução dos processos relacionados aos atos, destacando que “o devido processo legal deve ser respeitado, independentemente da gravidade dos fatos”.
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