O MUNDO OBSCURO DO FUTEBOL BRASILEIRO- CENTÉSIMA OITAVA PARTE- APÓS AFASTAR PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO MARANHENSE DE FUTEBOL(FMF) POR FALTA DE TRANSPARÊNCIA E CONFUSÃO PATRIMONIAL, JUSTIÇA DO MARANHÃO ACENDE ALERTA PARA CASO IDÊNTICO NA FEDERAÇÃO ALAGOANA DE FUTEBOL(FAF)

A recente decisão da Justiça do Maranhão, que afastou Antônio Américo, presidente da Federação Maranhense de Futebol (FMF), por falta de transparência, bem como pela confusão patrimonial e desvio de finalidade envolvendo o Instituto Maranhense de Futebol e a própria federação, levanta um alerta para um cenário semelhante em Alagoas.

No Estado de Alagoas, o presidente da Federação Alagoana de Futebol (FAF), Felipe de Omena Feijó, é também sócio do Instituto FAF de Potencial Pleno (IFPP), criado em 2017 e Presidente do Instituto FAF de Aprimoramento, Gerenciamento e Pesquisa – IFAGP, criado em 23 de setembro de 2021, cuja sede funciona no mesmo endereço da FAF.

No próprio site oficial da federação, o Instituto FAF de Potencial Pleno (IFPP) é descrito como “entidade vinculada à Federação Alagoana de Futebol (FAF), sem fins lucrativos, e braço estratégico para projetos sociais e esportivos”.

CONVÊNIO MILIONÁRIO, MAS CLUBES CONTINUAM PAGANDO DESPESAS

O Diário Oficial de Alagoas de 20 de dezembro de 2024 publicou o Termo de Fomento nº 008/2024, celebrado entre o Governo do Estado de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado do Esporte, Lazer e Juventude (SELAJ), e o Instituto FAF de Potencial Pleno (IFPP), representado por Felipe Feijó.

O objetivo do convênio era a manutenção de competições de base e do futebol feminino, com vigência de 12 meses. No entanto, não há informação pública sobre o valor total repassado para a execução do termo.

Apesar disso, de forma contraditória, um ofício da Federação Alagoana de Futebol (FAF), nº 044, datado de 09 de maio de 2025, assinado pela Diretoria Financeira, impôs aos clubes da Categoria Sub-20 a obrigatoriedade do pagamento antecipado das despesas operacionais sempre que atuarem como mandantes.

No documento, os valores cobrados foram:

  • Ambulância: R$ 400,00
  • Trio de Arbitragem: R$ 450,00
  • Alimentação: R$ 200,00
  • Staff: R$ 200,00
  • Total: R$ 1.300,00 por partida

Essa exigência causa estranheza, visto que os recursos públicos destinados ao instituto tinham como finalidade justamente cobrir esses custos e garantir a estrutura mínima para o futebol de base e feminino.

BALANÇO PATRIMONIAL DA FEDERAÇÃO ALAGOANA DE FUTEBOL (FAF) LEVANTA DÚVIDAS

Uma análise do balanço patrimoniais da FAF do ano de 2023 revela indícios de confusão patrimonial.
No item “Outras Obrigações a Pagar”, consta um adiantamento de R$ 91.210,00 ao Instituto FAF (IFAGP), valor que, segundo especialistas, deveria ser detalhado com maior transparência.

FALTA DE RESPOSTA E POSSÍVEL OMISSÃO

O Senhor  Jorge Gonzaga Pereira protocolou um ofício à Federação Alagoana de Futebol (FAF), solicitando informações detalhadas sobre:

  • Prestação de contas dos institutos;
  • Cópia dos estatutos;
  • Lista de membros;
  • Critérios para repasse dos recursos públicos.

Até o momento, nenhuma resposta foi apresentada pela presidência da FAF.

A dúvida central permanece: por que os recursos do convênio foram destinados ao instituto, e não diretamente à Federação Alagoana de Futebol?

ALERTA PARA INTERVENÇÃO JUDICIAL

A situação guarda fortes semelhanças com o caso maranhense, onde a Justiça afastou o presidente da Federação Maranhense de Futebol(FMF) por confusão patrimonial e desvio de finalidade entre a federação e o instituto vinculado.

Especialistas defendem que, diante dos indícios, o Ministério Público de Alagoas e o Tribunal de Contas do Estado devem acompanhar e investigar a aplicação dos recursos públicos destinados ao futebol local.

Se você quiser nos encaminhar alguma denúncia, envie para :

celpontual67@gmail.com; 79988286373; @coronelpontual

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