
A Polícia Federal de Sergipe deflagrou duas fases da Operação Jogada Ensaiada com o objetivo de desarticular uma organização criminosa acusada de manipular resultados em partidas do Campeonato Sergipano de Futebol. As investigações revelaram um esquema que envolvia dirigentes, ex-jogadores, treinadores e empresários, causando um dos maiores escândalos da história do futebol local.

Durante as ações, foram realizadas buscas, apreensões e prisões de suspeitos. O inquérito policial reuniu provas robustas que foram encaminhadas ao Ministério Público, ao Poder Judiciário e à Federação Sergipana de Futebol (FSF) para as devidas providências.
No dia 11 de fevereiro de 2025, o Coronel Pontual protocolou um documento endereçado à Superintendente da Polícia Federal em Sergipe, Aline Marchesini Pinto, solicitando informações sobre a conclusão do inquérito e seu envio aos órgãos competentes.

Em resposta, a Polícia Federal confirmou que o relatório final foi encaminhado para:
- Federação Sergipana de Futebol (FSF) – para providências na esfera administrativa e desportiva;
- Poder Judiciário – para abertura de ações criminais;
- Coordenação de Comissões Especiais, Temporárias e Parlamentares do Senado – subsidiando a CPI do Futebol.
Com base no relatório da Polícia Federal, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado descreveu em detalhes o modus operandi da quadrilha, que incluía pagamentos ilícitos, ameaças e combinação de resultados.

O Ministério Público acatou as conclusões da Polícia Federal e denunciou os investigados, que foram tornados réus em processo que tramita na 2ª Vara Criminal de Aracaju, sob o nº 202221200449.

Entre os nomes envolvidos no escândalo estão dirigentes, ex-atletas e empresários. Os acusados respondem por crimes previstos na Lei da Organização Criminosa (Lei 12.850/2013) e no Estatuto do Torcedor (Lei 14.597/2023):
- Willian Pereira Rogato – conhecido como “Rei do Rebaixamento”;
- Edilson Santos – ex-jogador do Sergipe e ex-treinador da Associação Desportiva Socorrense;
- Mário Rocha Rocha Santos – presidente da equipe do Independente de Simão Dias;
- Clébio Querino do Carmo – ex-treinador da equipe do Socorrense e da Boquinhense;
- Breno Fagundes Alves da Silva – ex-jogador da equipe do Socorrense e Boquinhense;
- Fred Nelson Oliveira Marques – ex-jogador de futebol;
- Gildásio Roberto Santos Filho –
- Arthur Santos de Souza;
- Camila da Gama Santos;
- Djalma Felipe Costa Pimentel;
- José Rodrigo de Almeida Cunha;
- Paulo Sérgio de Oliveira Santos;
- Gabriel Kaleb Menezes Bellas;
- Rhuan Henrique da Silva Barros;
- Edmar dos Santos.
Segundo posicionamento do Coronel Pontual, houve omissão e possível prevaricação por parte do presidente da Federação Sergipana de Futebol (FSF), vereador Milton Dantas, que, mesmo após receber o inquérito, não adotou medidas cautelares para suspender ou afastar os envolvidos.
Segundo denúncias, alguns dos acusados seguem atuando no futebol sergipano e até em outros estados, sem qualquer sanção administrativa. Além disso, há indícios de que o relatório final da Polícia Federal não tenha sido devidamente encaminhado ao Tribunal de Justiça Desportiva de Sergipe (TJD/SE).
A expectativa é que a Justiça acelere o julgamento dos réus e que a Federação Sergipana de Futebol reveja suas práticas de gestão, adotando medidas mais rígidas para proteger a integridade do futebol local.
A sociedade sergipana e os torcedores cobram transparência, punição exemplar e mudanças estruturais para evitar novos escândalos.
Se você quiser nos encaminhar alguma denúncia, envie para :
celpontual67@gmail.com; 79988286373; @coronelpontual

Faça um comentário