O MUNDO OBSCURO DO FUTEBOL BRASILEIRO- CENTÉSIMA DÉCIMA SÉTIMA PARTE – PROGRAMA DE AUXÍLIO FINANCEIRO DA FEDERAÇÃO SERGIPANA DE FUTEBOL(FSF) NO VALOR DE R$ 8.500.648,39(OITO MILHÕES,QUINHENTOS MIL , SEISCENTOS E QUARENTA E OITO REAIS E TRINTA E NOVE CENTAVOS LEVANTA QUESTIONAMENTOS SOBRE TRANSPARÊNCIA E DESTINO DOS RECURSOS

A Federação Sergipana de Futebol (FSF), fundada em 10 de novembro de 1926, é uma Associação Civil de Direito Privado, sem fins lucrativos, de caráter desportivo, com personalidade jurídica e patrimônio próprio. Entre seus filiados estão clubes profissionais, amadores e ligas amadoras de todo o Estado.

Nos balanços anuais divulgados pela entidade, chama a atenção o item “Programa de Auxílio Financeiro”, destinado aos clubes filiados. Os valores evoluíram de forma significativa nos últimos anos:

  • 2018: R$ 1.165.085,59
  • 2019: R$ 842.387,71
  • 2020: R$ 938.050,00
  • 2023: R$ 4.327.103,63
  • 2024: R$ 8.500.648,39

Entretanto, não há registros públicos no site da Federação Sergipana de Futebol (FSF)  ou da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sobre os valores referentes a 2021 e 2022, o que amplia a falta de transparência em torno do programa.

Os números mostram que, em apenas dois anos (2023 e 2024), o Programa atingiu cifras milionárias sem que a destinação detalhada desses recursos seja de conhecimento público. Por isso, torna-se fundamental que o presidente da Federação Sergipana de Futebol (FSF), vereador Milton Dantas, esclareça:

  • Qual foi o valor pago a cada filiado referente ao Programa de Auxílio Financeiro entre 2016 e 2024;
  • Se os pagamentos foram feitos por depósito bancário ou em dinheiro vivo — e, neste caso, que sejam apresentados recibos assinados com valores detalhados;
  • De qual receita provém o montante utilizado para custear o Programa de Auxílio Financeiro.

O cenário se torna ainda mais polêmico quando se observa a realidade dos clubes sergipanos. Muitos times das Séries A2 e A3 e até de menor porte da primeira divisão enfrentam sérias dificuldades para montar elencos competitivos, pagar salários e manter comissões técnicas. Há relatos, inclusive, de clubes que chegam a cobrar taxas de profissionalização de atletas e até mesmo taxas de alimentação para sobrevivência.

Esse contraste entre os valores milionários anunciados pela Federação Sergipana de Futebol (FSF) e a precariedade dos clubes do futebol sergipano levanta suspeitas e exige respostas claras.

Se você quiser nos encaminhar alguma denúncia, envie para :

celpontual67@gmail.com; 79988286373; @coronelpontual

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*