
Quando o pessoal se mistura com o profissional no ambiente público, o resultado raramente é positivo. E, por mais incrível que pareça, essa prática está se tornando evidente na Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro/SE.
O prefeito Samuel Carvalho é casado com a atual secretária de Educação do município, Adriana Gomes Menezes de Carvalho. Embora o vínculo conjugal entre ambos não seja ilegal, o modo como os dois têm exercido suas funções levanta sérias dúvidas sobre a separação entre os papéis institucionais e os pessoais.
Um exemplo simbólico ocorreu durante a inauguração da primeira quadra society do Conjunto Albano Franco. Na placa oficial do evento, o nome da secretária de Educação, Adriana Carvalho, aparece em destaque, mesmo sem a obra estar vinculada à sua pasta. Tal situação gera dúvidas sobre o critério adotado para dar publicidade ao evento e reforça a percepção de que os limites entre o público e o privado estão sendo ignorados.
Outro episódio que chama atenção diz respeito à participação do casal em um evento educacional em São Paulo. Entre os dias 28 de abril e 1º de maio, Adriana Carvalho participou do congresso “Bett Brazil Educacional – Fórum de Gestores – Educação Básica”. O detalhe que causa estranheza: o prefeito Samuel Carvalho também esteve presente na viagem, com a mesma finalidade.

De acordo com informações oficiais, ambos receberam diárias no valor de R$ 4.800,00 para custear alimentação e hospedagem. Esse fato gera uma série de questionamentos que precisam ser esclarecidos à população:
1: Qual foi a real necessidade da presença do prefeito em um evento técnico destinado a gestores da Educação Básica?
2: Samuel Carvalho acompanhou sua esposa como chefe do Executivo municipal ou como cônjuge?
3: Ambos realmente receberam as mesmas diárias ou o prefeito abriu mão do valor, considerando o vínculo familiar com a secretária?
A legislação brasileira impõe o princípio da moralidade administrativa (art. 37 da Constituição Federal), exigindo dos agentes públicos comportamento ético e imparcial, mesmo em situações em que não há ilegalidade formal. A dúvida ética que paira sobre esses episódios é justamente sobre o zelo com o dinheiro público e o respeito aos limites institucionais de cada cargo.
Se a moda pega, e a cada congresso ou fórum temático o prefeito resolver acompanhar seus secretários, o impacto nas contas públicas será inevitável. O município de Nossa Senhora do Socorro/SE precisa de uma gestão eficiente, transparente e compromissada com o interesse coletivo — e não de uma administração onde laços familiares se sobrepõem às funções técnicas.
É preciso que o prefeito Samuel Carvalho repense suas ações e adote uma postura mais responsável com os recursos da população, respeitando os limites entre a vida privada e a gestão pública.
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