
A manipulação de resultados é uma verdadeira praga que assola o futebol brasileiro, infiltrando-se em competições organizadas tanto pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) quanto pelas federações estaduais. Em Sergipe, as competições sob a responsabilidade da Federação Sergipana de Futebol (FSF) também não escapam dessa ameaça.
De acordo com o principal manipulador de resultados do futebol nacional, William Pereira Rogatto, conhecido como o “Rei do Rebaixamento”, o esquema envolve jogadores, treinadores, presidentes de clubes, árbitros e até dirigentes de federações de futebol. Em seu depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), Rogatto revelou ter faturado cerca de R$ 300 milhões com a prática, rebaixando aproximadamente 42 equipes em todo o país.
Na ocasião, ele citou que cerca de 10 (DEZ) presidente de Federação participam do esquema. As declarações também indicam que Rogatto atuou em todos os estados brasileiros, havendo fortes indícios de operação em Sergipe.
Em Sergipe, a omissão da Federação Sergipana de Futebol (FSF), presidida pelo vereador Milton Dantas, e do Tribunal de Justiça Desportiva do Estado (TJD/SE) tem alimentado o avanço da manipulação de resultados. A Polícia Federal já deflagrou duas operações, denominadas “Operação Jogada Ensaiada”, cumprindo mandados de busca, apreensão e prisão contra investigados no estado.
Encerrado o inquérito, a Polícia Federal encaminhou todo o conteúdo da investigação — incluindo nomes, conversas interceptadas e demais provas — ao presidente da Federação Sergipana de Futebol (FSF). Contudo, nenhuma providência foi tomada: provavelmente não houve encaminhamento ao TJD/SE, abertura de procedimentos disciplinares ou qualquer satisfação prestada à sociedade sergipana.
Além disso, matérias publicadas regularmente no Blog do Coronel Pontual já haviam exposto fatos e indícios da atuação criminosa no futebol local, reforçando que Milton Dantas tinha plena ciência da gravidade da situação.
O Ministério Público já apresentou denúncia, aceita pelo Judiciário, transformando os acusados em réus em processo que tramita na 2ª Vara Criminal de Aracaju.
A omissão do presidente da Federação Sergipana de Futebol (FSF) pode configurar não apenas infração administrativa e desportiva, mas também responsabilidade penal e civil, visto que ele tinha o dever de agir e não o fez.
Diante dos fatos, cabem denúncias formais:
1: Ao Tribunal de Justiça Desportiva de Sergipe (TJD/SE) – por infração disciplinar.
2: À Comissão de Ética da CBF – por violação do código de conduta e omissão grave.
3: Ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) – para aplicação de sanções previstas na legislação e regulamentos.
4: Ao Ministério Público Estadual – para apuração criminal da omissão.
A integridade do futebol sergipano está sob ameaça. A conivência e o silêncio de dirigentes diante de provas contundentes de manipulação de resultados não apenas afrontam a legislação vigente, mas também atentam contra a essência do esporte. A punição dos envolvidos, direta ou indiretamente, é uma necessidade urgente para restabelecer a credibilidade das competições e preservar o direito do torcedor a um futebol limpo e justo.
Se você quiser nos encaminhar alguma denúncia, envie para :
celpontual67@gmail.com; 79988286373; @coronelpontual

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