
A Federação Alagoana de Futebol (FAF), com sede na Avenida Pretestato Ferreira Machado, nº 919, bairro Jatiúca, Maceió/AL, é presidida por Felipe de Omena Feijó desde 2015 e tem como uma de suas finalidades organizar campeonatos, torneios e competições de futebol no estado.
Em 2015, a Federação Alagoana de Futebol (FAF), perdeu sua sede localizada na Rua Zacarias da Paz, no Centro de Maceió, em provável decorrência de dívidas trabalhistas ou fiscais.
Em 24 de abril de 2024, as contas do exercício de 2023 foram aprovadas em reunião com filiados. Porém, durante o encontro, o senhor Belchior, contratado em 2018 para uma consultoria, revelou que encontrou 24 processos em execução, sede arrematada por valor abaixo do mercado, confissão de dívidas prescritas por cerca de 20 anos e um passivo de R$ 7,8 milhões.
De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/2000) e a Lei de Licitações e Contratos Administrativos (Lei 14.133/2021), entidades que recebem recursos públicos devem estar em dia com obrigações fiscais e trabalhistas. No entanto, diante da situação deficitária, provavelmente a Federação Alagoana de Futebol (FAF) passou a atuar por meio de dois institutos, ambos presididos por Felipe Feijó.
O primeiro instituto a ser criado foi o Instituto FAF de Potencial Pleno – IFPP, no ano de 2017, Cnpj 27.772.554/0001-63, nome fantasia sendo Instituto Sociedade de Alegria com o endereço da sede sendo o mesmo da Federação Alagoana de Futebol (FAF) e tendo Felipe de Omena Feijó como sócio desse instituto.

No site oficial da federação, o instituto é descrito como entidade vinculada a FAF, sem fins lucrativos, “braço estratégico” para projetos sociais e esportivos.
O Diário Oficial de Alagoas de 20/12/2024 registrou o Termo de Fomento nº 008/2024 celebrado entre o Governo do Estado de Alagoas através da Secretária de Estado do Esporte , lazer e Juventude-SELAJ e o Instituto FAF de Potencial Pleno – IFPP representado pelo Senhor Felipe de Omena Feijó para manutenção de competições de base e feminino. A vigência do convênio foi de 12(DOZE) meses contados da data da publicação, no entanto , não encontramos o valor destinado a Federação Alagoana de Futebol(FAF).

Outro recurso público repassado para o Instituto FAF de Potencial Pleno – IFPP, foi da emenda parlamentar da Vereadora Gaby Ronalsa no valor de R$ 920.601.00 para o ano de 2025.
O Segundo instituto que encontramos foi o Instituto FAF de Aprimoramento, Gerenciamento e Pesquisa – IFAGP, criado em 23 de de setembro de 2021, cujo Presidente e endereço é o mesmo da Federação Alagoana de Futebol (FAF). Seu estatuto prevê que a Federação Alagoana de Futebol (FAF) destine até 5% da receita bruta ao IFAGP, com possibilidade de aumento por decisão do Conselho Deliberativo.
Esse instituto foi reconhecido como utilidade pública pela Lei Estadual nº 9.065/2023.

Em abril e maio de 2025, clubes como Guarany Alagoano e Instituto Art Jovem/Grota do Facão denunciaram que, durante reunião arbitral, foram pressionados a assinar documento autorizando a FAF a captar recursos em nome dos clubes.
A equipe do Guarany Alagoano protocolou uma notificação extrajudicial e o Instituto Art Jovem/Grota do Facão encaminhou dois ofícios à Federação Alagoana de Futebol (FAF), solicitando cópia do documento que supostamente autorizaria a entidade a captar recursos em nome dos clubes.
Apesar das iniciativas formais, nenhuma das solicitações foi atendida, e a FAF não apresentou resposta ou justificativa para a negativa.

Esse fato também foi registrado na delegacia virtual da Polícia Civil do Estado de Alagoas no dia 16 de maio de 2025 pelo Presidente do Instituto Art Jovem/Grota do Facão.

A ausência de retorno levanta questionamentos sobre a transparência na gestão e na intermediação de recursos pela Federação, especialmente quando envolve captação em nome de terceiros.
Segundo comentários que circulam em redes sociais ligadas ao futebol, o Instituto FAF de Potencial Pleno – IFPP e o Instituto FAF de Aprimoramento, Gerenciamento e Pesquisa – IFAGP, são popularmente apelidados de “institutos dos milhões”, em alusão aos valores que supostamente movimentariam. Embora a expressão não tenha comprovação oficial, ela reforça o debate público sobre a necessidade de transparência e fiscalização nas relações entre a Federação Alagoana de Futebol (FAF) e entidades parceiras ou vinculadas.

Diante da previsão legal que impõe transparência e publicidade na gestão das entidades de administração do desporto, torna-se imprescindível que o presidente da Federação Alagoana de Futebol (FAF), Felipe de Omena Feijó, esclareça publicamente:
1: Qual o motivo da criação de dois institutos com objetivos semelhantes aos da FAF?
2: Por que verbas públicas destinadas ao futebol alagoano foram repassadas aos institutos e não diretamente à FAF?
3: Qual o montante total recebido por cada instituto desde a fundação?
4: Onde estão publicadas as prestações de contas das verbas públicas?
5: Quais clubes foram beneficiados e quais atividades esportivas foram realizadas com os recursos?
6: Houve autorização formal dos filiados para destinar até 5% da receita da FAF ao IFAGP?
7: Por que a FAF não respondeu aos ofícios do Guarany Alagoano e do Instituto Art Jovem/Grota do Facão?
A criação dessas entidades (IFPP e IFAGP), ligadas a recursos e projetos relacionados ao futebol, levanta questionamentos sobre a sobreposição de funções, o possível favorecimento e o uso de verbas públicas ou privadas.
A situação guarda semelhança com o Estado do Maranhão, onde o Juíz Douglas de Melo Martins afastou a Diretoria da Federação Maranhense do Futebol (FMF) e do Instituto Maranhense de Futebol , por violação da Lei Geral do Esporte que impõe a necessidade de promover uma gestão transparente e democrática , bem como, deveres de prestação de contas, transparência e boa governança que devem prevalecer nessas instituições.
A comparação reforça a atenção que órgãos de controle e o Ministério Público vêm dando às federações estaduais de futebol, historicamente beneficiadas por convênios, patrocínios e repasses públicos, mas com pouca transparência na execução de projetos.
No caso alagoano, ainda não há decisão judicial semelhante à do Maranhão, mas a presença do presidente da FAF à frente de institutos que recebem recursos levanta dúvidas sobre conflitos de interesse e o cumprimento da legislação vigente, que impõe critérios claros para gestão e aplicação de verbas.
Se você quiser nos encaminhar alguma denúncia, envie para :
celpontual67@gmail.com; 79988286373; @coronelpontual

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