O MUNDO OBSCURO DO FUTEBOL BRASILEIRO -CENTÉSIMA DÉCIMA TERCEIRA PARTE – ESCÂNDALO NO FUTEBOL SERGIPANO: OPERAÇÃO JOGADA ENSAIADA EXPÕE ESQUEMA MILIONÁRIO DE RESULTADOS

A Polícia Federal de Sergipe deflagrou duas fases da Operação Jogada Ensaiada com o objetivo de desarticular uma organização criminosa acusada de manipular resultados em partidas do Campeonato Sergipano de Futebol. As investigações revelaram um esquema que envolvia dirigentes, ex-jogadores, treinadores e empresários, causando um dos maiores escândalos da história do futebol local.

Durante as ações, foram realizadas buscas, apreensões e prisões de suspeitos. O inquérito policial reuniu provas robustas que foram encaminhadas ao Ministério Público, ao Poder Judiciário e à Federação Sergipana de Futebol (FSF) para as devidas providências.

No dia 11 de fevereiro de 2025, o Coronel Pontual protocolou um documento endereçado à Superintendente da Polícia Federal em Sergipe, Aline Marchesini Pinto, solicitando informações sobre a conclusão do inquérito e seu envio aos órgãos competentes.

Em resposta, a Polícia Federal confirmou que o relatório final foi encaminhado para:

  • Federação Sergipana de Futebol (FSF) – para providências na esfera administrativa e desportiva;
  • Poder Judiciário – para abertura de ações criminais;
  • Coordenação de Comissões Especiais, Temporárias e Parlamentares do Senado – subsidiando a CPI do Futebol.

Com base no relatório da Polícia Federal, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado descreveu em detalhes o modus operandi da quadrilha, que incluía pagamentos ilícitos, ameaças e combinação de resultados.

O Ministério Público acatou as conclusões da Polícia Federal e denunciou os investigados, que foram tornados réus em processo que tramita na 2ª Vara Criminal de Aracaju, sob o nº 202221200449.

Entre os nomes envolvidos no escândalo estão dirigentes, ex-atletas e empresários. Os acusados respondem por crimes previstos na Lei da Organização Criminosa (Lei 12.850/2013) e no Estatuto do Torcedor (Lei 14.597/2023):

  • Willian Pereira Rogato – conhecido como “Rei do Rebaixamento”;
  • Edilson Santos – ex-jogador do Sergipe e ex-treinador da Associação Desportiva Socorrense;
  • Mário Rocha Rocha Santos – presidente da equipe do Independente de Simão Dias;
  • Clébio Querino do Carmo – ex-treinador da equipe do Socorrense e da Boquinhense;
  • Breno Fagundes Alves da Silva – ex-jogador da equipe do Socorrense e Boquinhense;
  • Fred Nelson Oliveira Marques – ex-jogador de futebol;
  • Gildásio Roberto Santos Filho
  • Arthur Santos de Souza;
  • Camila da Gama Santos;
  • Djalma Felipe Costa Pimentel;
  • José Rodrigo de Almeida Cunha;
  • Paulo Sérgio de Oliveira Santos;
  • Gabriel Kaleb Menezes Bellas;
  • Rhuan Henrique da Silva Barros;
  • Edmar dos Santos.

Segundo posicionamento do Coronel Pontual, houve omissão e possível prevaricação por parte do presidente da Federação Sergipana de Futebol (FSF), vereador Milton Dantas, que, mesmo após receber o inquérito, não adotou medidas cautelares para suspender ou afastar os envolvidos.

Segundo denúncias, alguns dos acusados seguem atuando no futebol sergipano e até em outros estados, sem qualquer sanção administrativa. Além disso, há indícios de que o relatório final da Polícia Federal não tenha sido devidamente encaminhado ao Tribunal de Justiça Desportiva de Sergipe (TJD/SE).

A expectativa é que a Justiça acelere o julgamento dos réus e que a Federação Sergipana de Futebol reveja suas práticas de gestão, adotando medidas mais rígidas para proteger a integridade do futebol local.

A sociedade sergipana e os torcedores cobram transparência, punição exemplar e mudanças estruturais para evitar novos escândalos.

Se você quiser nos encaminhar alguma denúncia, envie para :

celpontual67@gmail.com; 79988286373; @coronelpontual

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