
Na octogésima sétima parte de nossa série investigativa sobre o Mundo Obscuro do Futebol Brasileiro, voltamos a expor novas inconsistências que envolvem a Federação Sergipana de Futebol (FSF) e sua gestão financeira, que segue sem responder aos ofícios e questionamentos públicos sobre o uso de recursos e a falta de transparência em sua contabilidade.

Chamou atenção de nossa equipe o aumento expressivo registrado no balanço patrimonial comparado da Federação Sergipana de Futebol (FSF) no exercício encerrado em 31/12/2024, especificamente na conta de ativos não circulantes, sob a rubrica de “computadores e periféricos”, que saltou de R$ 6.887,19 em 2023 para R$ 148.871,32 em 2024. Um crescimento de mais de 2.000% em apenas um ano.

Levando em consideração o valor médio de mercado de um computador em torno de R$ 4.000,00, esse montante seria suficiente para a compra de aproximadamente 37 computadores, número absolutamente desproporcional à realidade da Federação Sergipana de Futebol (FSF), que conta com no máximo 15 colaboradores e algumas poucas salas em sua sede.
Diante desse cenário, no dia 18 de junho de 2025 tentamos protocolar um ofício formal ao Presidente da Federação Sergipana de Futebol (FSF) solicitando esclarecimentos objetivos:
1: Quantos computadores foram adquiridos no ano de 2024 ?
2: Qual o valor unitário de cada equipamento e qual empresa foi responsável pela venda ?
3: Onde estão fisicamente esses computadores e qual foi a justificativa para uma compra tão elevada?
Contudo, fomos informados de que o próprio Presidente da Federação Sergipana de Futebol (FSF) ,vereador Milton Dantas, determinou que nenhum colaborador da entidade receba ofício enviado por nossa pessoa (CORONEL PONTUAL).
Tal postura, além de arbitrária e antidemocrática, configura uma tentativa explícita de impedir o exercício do direito de fiscalização, garantido pela legislação brasileira e por princípios de gestão pública quando envolve entidades que recebem recursos públicos ou exercem funções delegadas no esporte.
Além disso, é importante relembrar outro episódio que até hoje segue sem resposta: o empréstimo de R$ 100.000,00 concedido pelo presidente do clube Falcon, Marley Feliciano, por meio da empresa Pantera Sport, Marketing e Comércio LTDA, com sede no Rio de Janeiro. Tal operação consta nos balancetes da FSF entre os anos de 2018 e 2020, conforme apuramos.
À época, também foi encaminhado ofício à FSF questionando:
1: Se o valor foi devidamente lançado na contabilidade da entidade;
2: Em qual conta da FSF o recurso foi creditado;
3: Em qual exercício ocorreu a quitação do empréstimo e onde está o comprovante bancário da operação.
Nenhuma dessas perguntas foi respondida até hoje.
O crescimento abrupto de despesas patrimoniais e a ausência de transparência nas operações financeiras lançam sérias dúvidas sobre a regularidade dos atos de gestão da FSF. Tais fatos podem configurar possíveis infrações à legislação contábil brasileira, como o não cumprimento do princípio da fidedignidade e transparência das demonstrações contábeis, além de violar os princípios da publicidade e da economicidade no uso de recursos por entidades de interesse público.
A omissão do presidente da FSF em prestar esclarecimentos compromete ainda mais a imagem da entidade e reforça a necessidade de fiscalização externa, seja por órgãos de controle ou por iniciativas legislativas.
Seguiremos acompanhando o caso e reiteramos a necessidade de respostas claras, objetivas e públicas por parte da diretoria da Federação Sergipana de Futebol(FSF).
Se você quiser nos encaminhar alguma denúncia, envie para :
celpontual67@gmail.com; 79988286373; @coronelpontual

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