
A Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro/SE, celebrou contrato para a execução de serviços técnicos especializados de treinamento em comunicação e oratória, destinados a líderes, gestores e servidores públicos do município. O contrato foi firmado com a empresa Palco da Escola de Oratória LTDA, inscrita no CNPJ nº 31.783.805/0001-82, localizada na Avenida Augusto Franco, nº 2980, Loja G, bairro Ponto Novo, em Aracaju/SE, representada no ato da assinatura por Anderson Fabiano da Cruz Gois.

O palestrante do curso é também o proprietário da empresa e foi candidato a Deputado Federal no pleito de 2022 pelo partido União Brasil, cuja liderança é exercida por André Moura, legenda que deu sustentação à campanha do prefeito Samuel Carvalho — o que, no mínimo, soa como uma grande coincidência, não acha?

O contrato no valor de R$ 57.500,00 causou indignação, sobretudo porque o prefeito afirmou publicamente ter assumido a gestão com o município mergulhado em uma grande dívida.
Enquanto isso, moradores relatam a falta de medicamentos nos postos de saúde, dificuldades na marcação de exames, além do não cumprimento do reajuste do piso salarial dos professores.
Os servidores públicos municipais também seguem sem a reposição inflacionária, e recentemente mães de crianças atípicas denunciaram a suspensão do transporte escolar, comprometendo o direito à educação e ao atendimento especializado.
A indignação popular aumentou após a circulação de vídeos nas redes sociais mostrando que entre os participantes do curso estariam figuras públicas já reconhecidas por sua capacidade de comunicação, como o vice-prefeito Elmo Paixão, o secretário do Banco Municipal, Tonho da Caixa, o secretário de Trabalho e emprego, Luiz Carlos , além do vereador Pablo, entre outros. Para parte da população, o investimento soa contraditório diante das prioridades urgentes do município.
O gasto foi classificado por servidores , educadores e pela população como desnecessário, principalmente em um cenário de escassez de recursos para áreas básicas. Diante desse e de outros investimentos considerados inadequados, o prefeito Samuel Carvalho passou a ser chamado de “Papai Cruel” por membros da classe dos professores, em referência ao impacto negativo das decisões administrativas sobre os trabalhadores da educação e a população mais vulnerável.
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