O MUNDO OBSCURO DO FUTEBOL BRASILEIRO- CENTÉSIMA VIGÉSIMA SÉTIMA PARTE- ESCÂNDALO NO FUTEBOL SERGIPANO: JOVEM REVELA PAGAMENTO DE R$ 5.000,00(CINCO MIL REAIS) DE TAXA DE PROFISSIONALIZAÇÃO PARA TER UM CONTRATO COMO JOGADOR DE FUTEBOL NA EQUIPE DO SOCORRENSE/SE

O futebol sergipano foi novamente sacudido por uma polêmica que envolve a Associação Desportiva Socorrense. Desta vez, o nome da equipe foi arrastado para um escândalo envolvendo promessas não cumpridas, valores pagos de forma duvidosa e a falta de um contrato profissional, o que exige uma explicação urgente por parte do presidente Fábio Teles.

A história vem do jovem Diego Negueba, natural de Vitória, Espírito Santo, que buscava realizar o sonho de um contrato profissional. Através de uma indicação do seu ex-treinador Mariano, Diego foi levado até a equipe de futebol do Socorrense e se viu envolvido em uma negociação que começou com a promessa de profissionalização , mas terminou em frustração.

De acordo com o relato de Diego, o processo começou com a promessa de um contrato profissional, onde ele teria que pagar uma taxa de R$ 5.000,00 (CINCO MIL REAIS) para garantir sua vaga na equipe. Esse valor incluiria alojamento e alimentação (almoço), sendo o café da manhã e o jantar por conta do próprio jogador e acrescentou que o alojamento não tinha água.

O pagamento foi feito via PIX para Mariano, um intermediário na negociação, sendo R$ 3.000,00 pagos de uma vez e R$ 2.000,00 em outro momento, totalizando os R$ 5.000,00 (CINCO MIL REAIS) acordados e de acordo com o garoto Diego, Mariano repassou para terceiros.

Porém, apesar de pagar o valor solicitado, o contrato profissional nunca foi concretizado. O jovem passou cerca de um mês treinando na equipe do Socorrense/SE, participou de um jogo treino e chegou a gravar um vídeo no estádio do Sesi, mas ao final, foi dispensado, sem qualquer explicação clara sobre o que havia ocorrido com a promessa feita.

Após ser dispensado, Diego procurou respostas e enviou mensagens para Paulinho, o intermediário que teria organizado sua ida para a equipe do Socorrense/SE.

Paulinho, por sua vez, alegou que não havia feito qualquer cobrança de R$ 5.000,00 (CINCO MIL REAIS) diretamente a Diego e que o negócio havia sido feito com Mariano. O intermediário ainda afirmou que Diego havia “abandonado o alojamento” e que conversasse com Beto, o responsável pela recepção do jogador, e com o próprio Presidente.

ÁUDIO COM A VOZ DE PAULINHO

A situação se agravou ainda mais quando a mãe de Diego, preocupada com a situação de seu filho fora do clube e sem recursos para retornar, entrou em contato com Beto, exigindo que o valor pago pela profissionalização fosse devolvido ou que a passagem de volta fosse comprada. A resposta foi a mesma: “Procurar Paulinho”.

ÁUDIO COM A VOZ DE MÃE DE DIEGO

Após um longo impasse, Diego foi forçado a pagar sua própria passagem de volta, no valor de R$ 800,00, um valor que sua mãe, empregada doméstica, não tinha condições de arcar, mas se viu obrigada a pagar para que seu filho retornasse ao Espírito Santo. Segundo o jovem, ele e a mãe ficam tristes só de lembrar desse episódio.

Em um momento de desespero, Paulinho, em tom agressivo e intimidatório, mandou mensagens recheadas de palavrões para o jovem Diego, negando qualquer responsabilidade no caso. A postura de Paulinho gerou ainda mais revolta na mãe do jogador, que se viu sozinha em uma batalha contra os responsáveis por uma situação que parecia não ter fim.

ÁUDIO COM A VOZ DE PAULINHO

Ao entrarmos em contato telefônico com o Mariano sobre o ocorrido, ele afirmou que indicou o jovem para o Paulinho e que lhe repassou o dinheiro, pois, o acerto seria destinado à profissionalização do jovem. Como Diego não o informou imediatamente sobre sua dispensa, Mariano disse que não pôde fazer muita coisa. Ainda assim, manteve contato com o Paulinho para que. ao menos, pagasse a passagem de retorno do garoto, atendendo ao pedido da sua genitora .

Por sua vez , Paulinho afirmou que não trabalha com clube em Sergipe e o depósito foi referente a um negócio que tinha com Mariano . Disse ainda que estava em viagem e que, para maiores informações, o contato fosse mantido com ele data posterior.

Mantivemos contato com o Vice Presidente da equipe do Socorrense ,conhecido por Nai por rmeio do grupo de whatsapp denominado de SOCORRENSE ÚNICO SIRI . Ele orientou que perguntássemos a Wanderley sobre o que ambos teriam feito pelo garoto Diego . Posteriormente, entramos em contato com o whatsApp particular de Nai, porém ele respondeu aos questionamentos.

O Presidente Fábio Teles , por sua vez , informou que, ao tomar conhecimento por meio de um atleta sobre práticas incompatíveis ocorridas no alojamento alugado pelo empresário e no tratamento pessoal dispensado aos atletas, e após confirmar tais informações com outros atletas, encerrou imediatamente a parceria com o referido empresário. Quanto ao atleta Diego, afirmou que ele foi amparado pela Diretoria , seguiu em avaliação e , posteriormente, retornou ao seu Estado de origem antes do início do Campeonato, sem vínculo com o clube.

Na sequência perguntei ao Presidente Fábio Teles se o suposto empresário era o Beto ou Paulinho , bem como se a equipe do Socorrense pagou a passagem de retorno e se devolveu os R$ 5 mil reais pago pela profissionalização e o Presidente Fábio Teles, respondeu que não tinha nada mais a declarar.

Na manhã do dia 17 de novembro de 2025 mantive contato com o rapaz citado de nome Beto sobre esse fato e não obtive a resposta.

O motivo que o Beto não respondeu provavelmente foi pelo fato de ter sido preso na operação Cartão Vermelho desencadeada pela Polícia Civil do Estado de Rio Grande do Sul realizada no dia 16 de novembro de 2025 na Cidade de São Gabriel que apura crimes de fraudes em competição esportiva, falsidade ideológica e associação criminosa pela Delegacia de Repressão a Lavagem de Dinheiro de Organizações Criminosas-DRLD-OC/DRACO/DEIC comandada pelo Delegado Max Otto Ritter. Durante a operação após o jogo da equipe do Esporte Clube São Gabriel contra a equipe do São Paulo/RS na tarde do domingo(16/09/2025) foram realizadas buscas nos vestiários e demais setores do Estádio Municipal, e e residências de dirigentes, treinadores e atletas investigados.

VÍDEO DA APRESENTAÇÃO E PRISÃO DO JOGADOR BETO

Ao verificar a notícia sobre a prisão do Beto, busquei informações sobre ele com o ex-treinador da equipe do Socorrense, Magno Bispo. Ele relatou que esse cidadão está no clube desde o ano de 2024 e que, ao chegar à equipe do Socorrense, apresentou-se como gerente de futebol. A partir daí, informou ao presidente Fábio Teles que não trabalharia com Beto devido a problemas ocorridos no passado. No entanto, não quis entrar em detalhes sobre o que havia acontecido. Por conta disso, Beto e outros jogadores que haviam sido trazidos por ele para o Socorrense deixaram o clube.

Com base nessas informações, pesquisei sobre esse Beto e, no BID da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), encontrei seu registro pulicado no dia 24/09/2024 como jogador de futebol pela equipe do Socorrense/SE no ano de 2024 e pelo Esporte Clube São Gabriel/RS no ano de 2025.

Com base nessas informações, fui pesquisar no site O Gol por mais dados e estatísticas desse jogador. Ao verificar o Campeonato Sergipano da Segunda Divisão de 2024, constatei que, na partida realizada em 1º de setembro de 2024, ele aparece registrado como treinador da equipe.

Por uma questão de transparência no futebol, o presidente da equipe do Socorrense/SE, Fábio Teles, precisa esclarecer se essa informação do site procede e, em caso positivo, se o contrato dele como treinador foi devidamente registrado no BID e se sua carteira profissional foi assinada.


Esses questionamentos se devem ao fato de que, posteriormente, Beto, cujo nome é Roberto dos Santos Gomes, aparece escalado como jogador de futebol em diversas partidas pela equipe do Socorrense no Campeonato Sergipano da Segunda Divisão de 2024 : no dia 25 de setembro, no empate em 0 a 0 contra o Cotinguiba; no dia 29 de setembro, na derrota por 2 a 0 para o Santa Cruz; no dia 2 de outubro, na derrota por 5 a 0 para o Barra; e no dia 9 de outubro, na derrota por 1 a 0 para a Desportiva Aracaju.

No Campeonato Sergipano da Segunda Divisão de 2024, em oito jogos, a equipe do Socorrense perdeu sete partidas e empatou uma, sofrendo 17 gols e não marcando nenhum. Com isso, terminou a competição com um saldo negativo de 17 gols e acabou rebaixada para a Terceira Divisão do Campeonato Sergipano de 2026.

Diante desses resultados, o presidente Fábio Teles precisa esclarecer quem foi o responsável pela montagem da equipe: ele próprio ou o Beto.

COM A PALAVRA O PRESIDENTE DA EQUIPE DO SOCORRENSE ,FÁBIO TELES

A falta de transparência e a troca de responsabilidades entre Paulinho, Beto, Nai (vice-presidente) e o próprio Fábio Teles, presidente do Socorrense, levantam sérias questões sobre a gestão do clube e a ética no futebol.

A Lei Geral do Esporte proíbe o pagamento de qualquer taxa por parte de atletas de clubes, pois tais despesas são de responsabilidade da entidade contratante — neste caso, o clube de futebol. Portanto, faz-se necessário que a Federação Sergipana de Futebol (FSF) encaminhe o caso ao Tribunal de Justiça Desportiva de Sergipe (TJD/SE) para que sejam apurados os seguintes pontos:

  1. Se houve pagamento, por parte do jovem Diego, para fins de profissionalização.
  2. Se consta na súmula do jogo do dia 01/09/2024, contra a equipe do Barra, o nome de Roberto dos Santos Gomes como treinador. Em caso positivo, verificar no contrato se há assinatura na carteira profissional como treinador pela equipe do Socorrense conferindo com a própria carteira.
  3. Se, no contrato profissional como jogador de Roberto dos Santos Gomes, consta a assinatura de sua carteira profissional como atleta pela equipe do Socorrense conferindo com a própria carteira.

Esse episódio compromete a imagem da equipe do Socorrense, que já foi reconhecido e admirado por suas representações no futebol nordestino, incluindo sua participação na Copa do Nordeste. O caso não apenas expõe práticas questionáveis dentro da administração do clube, mas também coloca em dúvida a seriedade das promessas feitas a jovens atletas que buscam uma chance no futebol.

O que deveria ser uma oportunidade de realização de um sonho, tornou-se um pesadelo para Diego e sua família, que até hoje se sentem lesados e desamparados. Em meio a essa confusão, o Presidente Fábio Teles precisa urgentemente dar uma explicação clara e assumir as responsabilidades da gestão da equipe, para que situações como essa não manchem ainda mais o nome da equipe do Socorrense e para que outros jovens não passem pela mesma situação.

A sociedade sergipana, os torcedores e principalmente os atletas aspirantes ao futebol profissional aguardam uma postura mais firme e responsável da diretoria do Socorrense, que agora tem uma oportunidade de mostrar que o futebol do estado pode ser um lugar de oportunidades reais, e não de enganos e promessas vazias.

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